Mostrando postagens com marcador empreendedorismo materno. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador empreendedorismo materno. Mostrar todas as postagens

Bebêchila na GLOBO!

Nessa madugada de segunda para terça (25/02/14), foi ao ar no Jornal da Globo uma matéria sobre mulheres empreendedoras. E lá estava a Bebêchila! 



Matéria curtinha, mas bem clara em relação às mudanças do perfil das empreendedoras.

As minhas meninas se divertiram montando comigo as caixas de envio para a gravação...! rs

Cliquem no link para assistir a matéria:

http://g1.globo.com/jornal-da-globo/noticia/2014/02/empreendedoras-nao-trocam-o-seu-proprio-negocio-por-emprego-formal.html



25/02/2014 02h02 - Atualizado em 25/02/2014 02h02

Empreendedoras não trocam o seu próprio negócio por emprego formal

Brasil tem cerca de 6 milhões de mulheres empreendedoras.
Na maioria dos casos, elas são proprietárias de pequenos negócios.

Janaína Lepri São Paulo, SP
Uma pesquisa traçou o perfil das empreendedoras brasileiras e mostrou que a maioria não quer nem pensar em trocar a empresa por um emprego formal. Para a microempresária Ligia de Sica, a ideia de começar um negócio nasceu junto com Helena, a filha mais velha dela. Lígia não encontrava uma bolsa do jeito que queria para carregar tudo que um bebê precisa. Por isso, inventou uma que ficou tão sob medida que vieram as encomendas de outras mães. “Comecei a rascunhar o que gostaria, encontrei uma costureira e começamos a trabalhar os pilotos juntas”, conta a microempresária.
O levantamento do Serviço de Proteção ao Crédito mostrou que quase metade das mulheres empreendedoras é como Lígia: percebeu que havia uma oportunidade e abriu a própria empresa. Grande parte escolheu um ramo que tem afinidade e está feliz com os resultados.
Ao todo, são 6 milhões de mulheres empreendedoras no país. 72% das entrevistadas nessa pesquisa disse que não trocaria a própria empresa por um emprego formal. Metade tem jornada de mais de oito horas e 37% não tiram férias. Em geral, elas abrem pequenos negócios: 20% têm empresas de estética, 12% trabalham com alimentação e 11% com vestuário. “Dois terços praticamente faturam ate R$ 60 mil por ano, que é uma média de R$ 5 mil por mês. Há um nível de informalidade muito grande, um terço são informais, não emitem nota fiscal e têm empresa constituída. O que, de certa forma, reflete o empreendimento brasileiro de um modo geral, não só o feminino", explica Flavio Borges, gerente do SPC Brasil.

Bebêchila - 5 anos de trajetória....!

A Bebêchila faz 5 anos de existência... Lá atrás, em 2008, existiam apenas a necessidade de viver com conforto os passeios com nossa bebezinha linda, os pilotos a todo vapor e as amigas-mães provadoras de tudo o que se construia.
A bebezinha da história é uma linda menina de 5 anos também. E ela já tem uma irmã de 3 anos. E são nessas aventuras com as duas que surgem as necessidades de espaços, compartimentos, acessórios, mais e mais conforto. Contamos mais da história toda aqui.
A vontade de propagar a todo canto essa maneira de integrar os filhos na nossa vida, de criar suporte para a nossa presença de pais na vida dos filhos, continua crescendo, no Brasil todo.
Antes, o que era restrito a alguns bairros de São Paulo, com destaque para a Vila Madalena, hoje as bebêchilas são enviadas muito mais para outros estados do que para a capital paulista.
Só temos o que comemorar...!!!!


Pesquisa sobre o cérebro de gestantes e mães!

As sensações de esquecimento e distração quando uma mulher espera um bebê são comuns à muitas mães... não são lendas. E essa condição não se respalda melhor por causa de um estudo científico. Nós sabíamos que era um fato. E que a nossa ligação e afeto com o bebê em desenvolvimento direciona muito a nossa atenção.
O interessante é agora um dado que vem quantificar, detalhar. Dando uma dimensão concreta nessas acomodações cerebrais.

Texto extraído do livro "Minha mãe é um negócio", da Patricia Travassos e da Ana Claudia Konichi, idealizadoras da série Mães S/A.

"Minha mãe é um negócio"

Vocês já ouviram falar no empreendedorismo materno, não? Mães que decidem mudar o rumo profissional de suas vidas, depois de se tornar mãe. Uma ideia, uma oportunidade, uma vontade irracional e irrestrita de ser presente na vida do filho. Pois bem, é dessa mesma leva que surgiu a Bebêchila, há quase 5 anos.
Ana Claudia Konichi e Patricia Travassos já trabalharam em conjunto na série "Mães S/A", para o Fantástico. E, num trabalho de formiguinha, reuniram diversas histórias de mães empreendedoras e compilaram num livro lançado ontem na Livraria Saraiva em São Paulo. "Minha mãe é um negócio" é o nome do livro. Super bem escrito, um guia para novas empreendedoras!


O mais recente vídeo da Bebêchila

Bebêchila, mais que uma empresa, mais que uma marca, é também um comportamento, é um modo de ser em família. É uma forma de estar presente na vida dos filhos. É a proximidade, o contato e a alegria de conhecer o mundo juntos.

Assistam ao nosso mais recente vídeo! http://youtu.be/JAxYcC8xeS0






Bebêchila lança a Bebêchilinha Sobrerodas!!!

Cada produto novo, é como um novo filho nascendo.... estamos radiantes para anunciar a vocês o lançamento da Bebêchilinha Sobrerodas!

Foi quase um ano de desenvolvimento, em parceria com a empresa Subi no Limoeiro, da querida Fernanda Passos, que criou as 4 estampas exclusivamente para a Bebêchila.

Minhas filhas adoram carregar, as suas crianças também? Carregar bolsa, mochila, imitando a mãe, o pai, indo trabalhar ou viajar, puxando uma mala de rodinha. Isso sempre foi uma diversão enorme aqui em casa! Foi a partir disso que criamos essa mochila de carrinho para criança.

Produto nacional, oriundo de empreendedorismo materno!

Vejam mais detalhes aqui: http://www.bebechila.com.br//produtos/514/bebechilinha-sobrerodas (5 fotos)






Trabalhar e maternar é possível?!

Trabalhar e estar com os filhos sempre por perto é uma realidade que precisa ser ajustada todos os dias. Os filhos vão crescendo e os interesses pelo mundo vão se ampliando. E a necessidade de horas de trabalho pressionam o cotidiano das mães empreendedoras.
E a tv ali ao lado se mostra tentadora para unir esses dois desejos, do filho e da mãe.
Aperte alguns botões e hop, a mágica se opera.
Será que é assim tão fácil, indolor e sem consequências?
Trabalhando à frente da Bebêchila e sendo mãe de duas meninas de 3 e 5 anos, esse questionamento percorreu alguns caminhos até chegarmos aos combinados atuais, que, claro, poderão ser reajustados em breve.
Aqui, já deixamos correr solto o pedido para ligar a tv, já restringimos o tempo ("só 20 minutos, tá bom?"), tiramos a tv da sala e colocamos em um cômodo, passamos depois a restringir a tv para apenas filmes em dvd, ouvindo depois continuamente ("outra vez, mamãe!"), e mudar de novo o combinado para "um só filme por dia".

E, para minha surpresa, depois desse último combinado, elas quaaase não tem pedido para ligar a tv! Não imaginei que isso aconteceria...
Claro, no paralelo, muito trabalho foi feito: organizações constantes dos brinquedos no quarto e sala, rodízio de brinquedos que são guardados no maleiro e trocados a cada 2 ou 3 meses, incentivo a brincadeira entre elas, incentivo a resolver os conflitos sem precisar da minha intervenção, propor atividades de tinta, argila, terra.
E para o meu trabalho isso significou, 1 hora de trabalho e 15 minutos de arrumação.
E antes era 1 hora de trabalho e 2 horas de crianças cansadas, nervosas e brigando entre si.

Outro dia, elas foram dormir na casa da avó e eu disse "filha, leve seus filmes, não fique assistindo lá o discovery". E emendei: "filha, você sabe porque eu não quero que você assista tv?". E ela: "puquê tem muita pupaganda." E eu: "e porque você acha que eu não quero que você assista às propagandas?". E ela "puquê é do mal". (risos internos) "Não filha, não é porque é do mal, é porque propagando é para adulto, não para criança." Saiu assim, sem planejar.
Claro que dentro de mim fiquei citando a minha lista pessoal das reclamações que tenho dos canais infantis (qualidade dos desenhos, valores questionáveis, respostas prontas, padrões de menininhas-dóceis e meninos-valentões, e mais uma série um pouco longa), mas eu não ia encher a cabeça dela.

No meio do caminho dessas fases de combinados, fomos viajar em alguns feriados e a regra lá era: descanso da tv. Não ligávamos a tv nenhuma vez, e pude perceber que elas escutavam os sons da mata, se deliciavam com o vôo das borboletas, com o musgo das pedras, com os cheiros diferentes de cada flor, com a horta, com os animais e, o mais legal, elas descobriram o prazer de brincar juntas.
Surgiu a brincadeira do cavalo e da moça do cavalo. A da gata filhote e gata mãe. Da moça da loja e da cliente ("quienti"). A do leão ferido e do veterinário. A do tigre que caça a zebra. A da mãe e da filha.
E hoje, sento para trabalhar de manhã e ouço do quarto: "mãaae!" e a outra responde: "oi filha!".
E claro, nem todo dia é assim.



A trajetória fascinante de Julie Deane

Julie Deane é um exemplo para todo o empreendedorismo, em especial o empreendedorismo materno.

A trajetória dela é fascinante, e para nós da Bebêchila, é inspiradora!

E vocês o que acharam?!

Como esta mãe construiu uma marca de moda global usando o Google e 600 euros.



julie
Esta história foi originalmente postada no “American Express OPEN forum” e no Mashable, é realmente uma história inspiradora, que vale a pena ser lida por qualquer um que pretende começar seu próprio negócio; digital ou não.
Sabe aqueles comerciais do Google Chrome que contam histórias de empreendedores, pois bem, uma destas histórias que é veiculada nos “ads” do Reino Unido é a história de Julie Deane, uma história realmente bela e inspiradora de um pequeno negócio de bolsas bem sucedido que hoje tem projeção global na indústria de moda através da web. O que mostra que a internet é realmente o que você faz dela.
O começo
julie-deane-pic_1
Julie fundou a “Cambridge Satchel Company” em sua cozinha em 2008 ao lado de sua mãe.
“Foi um destes negócios que foram fundados à partir de uma necessidade porque precisava juntar dinheiro para a escola de minha filha, que estava sofrendo bulling na escola atual. Eu prometi para ela, e quando você promete algo para uma criança, não há volta.”
Assim ela desenvolveu algumas idéias de negócios que pudesse começar com 600 euros, um deles, era uma empresa de bolsas de couro. Segundo Deane é um valor bem razoável para se começar um negócio pessoal e descobrir se o mesmo pode criar suas próprias pernas ou não.
Construindo o negócio
cambridge-satchel1
Decidida pelas bolsas de couro Deane sentou-se na mesa da cozinha e começou a procurar no Google por manufaturas de bolsas de mão, produtores de peças de couro, fornecedores de couro e qualquer outro fornecedor que pudesse produzir algo a partir de um “sketch” para ela. Ela vasculhou toda a internet para ter certeza que ninguém estava fazendo o mesmo que ela – algo que na era startup o pessoal chama de “ Competitor Analysis”. Quando ela teve certeza que sua empreitada era única ela foi aos manufatores para colocar a idéia em prática.
Achado o produtor da peça ela começou a trabalhar no protótipo. Com a a peça em produção ela partiu para construir um website. “ Eu não sabia nada de websites, mesmo.”, diz Deane. “Mas pensei, não deve ser difícil, deve haver um curso online.”. Ela achou um curso e passou 2 noites acordada aprendendo, na terceira noite fez o site.
“Hoje em dia todo mundo tem acesso a web, e tudo que você precisa e quer aprender está lá.”
, diz Deane. Hoje, ela dá palestras para estudantes sobre empreendedorismo, e diz a eles:
“ Você não precisa pagar ninguém para fazer seu site, SEO ou Adwords…isso é preguiça.”
Deane colocou seu site e produto em toda lista grátis que podia, das páginas amarelas e blogs de mães até o Etsy e o E-bay. “Li aquele livro “ Guerilla Marketing” que dizia que você deve tentar várias vias de marketing, se as pessoas virem seu nome vezes o suficiente, elas ficarão curiosas e irão ver o que você anda fazendo.”, diz ela.
Quando começou a vender nas cores caramelo, marrom escuro e preto, Deane começou também a engajar seus consumidores. Ela pedia a seus compradores que enviassem uma foto de suas bolsas e escrevessem um depoimento sobre o site se tivessem gostado do produto (e enviar de volta o produto se não gostassem). Ela sempre acreditou que um bom review poderia aumentar a credibilidade de seu negócio e encorajar novos consumidores a comprar. Alguns dos primeiros compradores de Deane comentaram sobre suas paixões por blogs de moda, o que mostrou um novo mundo a empreendedora.
Engajando-se com blogs de moda

bolsa_verde
“ Eu não podia imaginar que as pessoas iam a blogs de moda com tanta frequência”.
Em um destes comentários de consumidores sobre blogs, Deane resolveu escrever à um blogueiro. Contou ao mesmo sobre sua empresa e enviou-lhe uma foto com esperança de que houvesse interesse. Ela disse que não poderia enviar uma amostra –”…talvez em 1 ano se tudo for bem, mas enquanto isso, aqui vai uma foto”
Quando o produtor de couro trabalhou em um projeto usando couro tingido de vermelho e azul marinho, Deane fez alguns modelos coloridos. Ela nunca tinha produzido peças coloridas antes pois o pedido mínimo era equivalente a seis meses de vendas. ” Se eu escolhesse a cor errada, não seriam boas notícias para a escola de minha filha.” Deane diz que as 2 cores produzidas na ocasião trouxeram o momento de inspiração que ela precisava.
“No momento que coloquei-as a venda elas sumiram e ficou claro que este era o caminho”
Durante os últimos anos Deane trabalhou agressivamente com blogueiros de moda e fashionistas em ascenssão patrocinando-os e presenteando-os com modelos de suas coleções causando buzz orgânico.
A “Cambridge Satchell” construiu um forte relacionamento com estes blogueiros, inclusive produzindo peças baseadas em pedidos dos mesmos, o que permitiu que Deane pudesse aparecer na mídia tradicional. A Cambridge Satchel virou uma febre entre os fashionistas e a empresa cresceu graças aos buzz em social media e o “boca-a-boca” em blogs especializados.
Em Setembro de 2011 a “Elle” do Reino Unido entrou em contato, pedindo que Deane produzisse uma peça brilhante para um novo “trend” fluorescente que estava por vir. Sempre disposta a capitalizar-se com novas oportunidades Deane produziu as peças e enviou à blogueiros que estivessem cobrindo a semana de moda de Nova Iorque. “Quando as luzes se apagaram e começaram os desfiles, as bolsas pularam”, diz Deane. “Assim ficamos famosos; o “New York Times” e o “New York Post” nos chamaram do “estilo de rua na semana de moda de Nova Iorque”.
E claro, os blogueiros deram destaque ao produto online também. O sucesso no fashion week em 2011 atraiu grandes varejistas como a Sacks e Bloomingdales que trouxeram o produto as vitrines chamando-o de “ The Brit it bag” durante o Fashion Week em fevereiro de 2012. Foi um grande momento para nós, ficamos realmente conhecidos”, diz Deane.
E o Google nos ligou
O barulho do Fashion Week não passou desapercebido, apenas alguns meses após o evento a BBH de Londres, agência do Google, entrou em contato. Eles perguntaram por fatos e pela história do negócio dizendo que a empresa estava sendo cotada para uma grande oportunidade de mídia.
“ Não tinha ideia do que eles estavam falando, já estava ficando preocupada.”, lembra Deane.
Depois de assinar um enorme “NDA”, Deane descobriu que o cliente era o Google e que a Cambridge Satchel estrelaria um dos filmes da campanha “ A internet é oque você faz dela.”
“Julie viu a internet como fator chave de seu  sucesso”
“ Julie viu a internet como fator chave para seu sucesso”, diz Rich Pleeth, Gerente de Marketing para o Consumidor do Google. “ Foi por isso que construímos o Chrome, – para que pessoas e negócios como o de Deane tivessem uma experiência rica com a web.” Era o casamento perfeito das histórias.
Deane construiu um grande impulso para seu negócio florescer através da web, e mais especificamente através do Google. “ Desde o primeiro momento que tentei encontrar meus fonecedores, até as campanhas em adwords, os analíticos e o Google tradutor (para emails à outros países), usamos todas as ferramentas; esta é uma versão muito honesta de como a Satchel começou, sempre fiquei muito confortável com tudo isto, em nenhum momento foi difícil.” explica Deane.
Views do Video no Chrome e no Youtube
CSC-traffic

“Recebi tantos emails fantásticos sobre isso”, diz Deane. Mas, mais que isso ela viu o tráfego e as vendas crescerem exponencialmente graças ao anúncio que foi ao ar em Dezembro de 2012.
O vídeo que teve cerca de 5.3 milhões de views foi responsável por parte dos 400% de aumento em vendas somente no Reino Unido.
Como se o Google ainda não tivesse sido generoso o suficiente, a equipe do Google deu uma “força” melhorando o SEO, os analíticos, fazendo uma página corporativa grátis no Youtube, otimizando o site para mobile e traçando uma estratégia em social media ( baseada em G+, claro!)
“Está mais que comprovado que empresas que constroem seus negócios online fazem-os crescer de 4x a 8x mais rápido do que empresas que não os fazem.”
,diz Pleeth, do Google.
Hoje, a Cambridge Satchels vende em mais de 190 pontos de venda, está presente em 100 países, e fatura aproximadamente 16 milhões de dólares por ano.

Devolvendo aos blogueiros

blogger-lounge
Durante o Fashion Week de Londres, Deane abriu sua primeira loja física no Londres Convent Garden. Uma loja de dois pisos, onde a parte de baixo é inteira dedicada aos blogueiros de moda.
“ Tenho certeza absoluta que os blogueiros foram as pessoas que começaram meu negócio.”
,diz Deane.
“ Eles são grupos de pessoas que não tem escritórios, e você vai vê-los sentados em Nova Iorque ou aqui em Londres no Starbucks escrevendo seus artigos.” Agora, pelo menos em Londres eles tem o “quartel” deles, onde podem escrever, tomar seu chá, navegar na web, socializar, e é claro, usar seus “smartphones” para twittar e “instagrar” a próxima grande tendência.
“ Estou muito feliz com este espaço, acho que é um meio muito tangível de agradecer a comunidade que tanto me ajudou.” ,diz Deane.
O que aprendemos com a “Escola de empreendedorismos de Julie Deane”:
1- Corra o risco.
2- Seja seu próprio recurso, faça sozinho tudo que puder.
3- Conheça sua audiência, seu comportamento e onde gastam seu tempo.
4- Não dê seu produto ou venda-o barato. Presentes estratégicos podem ir longe.
5- Busque oportunidades, elas não cairão do céu.
6- Engage-se com seus fãs, ofereça-os um “pedaço” de sua notoriedade.
7- Seja autêntico – Julie twitta sobre seu cachorro Rupert.
8- Agarre-se a web e as plataformas que existem ali.
Uma dica final não de Julie, mas de quem escreve:
Pare de pensar e comece! Seu negócio só ganha forma de verdade, depois que passa a existir!

Bebêchila, empreendedorismos e pós-parto

ESPECIAL: Mães empreendedoras cuidam de outras mães no pós-parto 

(por Michelle Prazeres, de http://empreendedorismomaterno.blogspot.com.br)

Toda mãe passa pelo complexo período do pós-parto. Chamado genericamente assim, este é um momento único na vida de cada mulher. Isso porque cada uma tem uma trajetória, uma história de vida própria, um filho que é único (mesmo que seja o segundo ou o terceiro) e que acontece em um contexto também único da vida das pessoas envolvidas, da família e também da sociedade.

São múltiplos os fatores (sociais, emocionais, físicos, familiares e etc) envolvidos no processo que se chama de pós-parto. Por isso, cada uma e todas as mães deveriam ter uma atenção especial de familiares, amigos e companheiros(as) neste momento.

Pensando nisso, mulheres que são mães e já passaram por este momento criaram produtos e serviços para atender e acolher mães neste momento tão delicado. Vamos conhecer um pouco sobre o trabalho de Priscila Castanho, da Abraço Materno; Rosangela Alves, da Sampa Sling; Tatiana Tardioli, da Dança Materna; Isadora Canto, do Projeto Acalanto; Ligia de Sica, da Bebechila; e Cris Toledano, psicóloga e coordenadora de grupos de apoio ao pós-parto.

Priscila, da Abraço Materno

“Uma mãe acolhida, cuidada, ouvida e acariciada é com certeza a melhor forma de viver uma maternidade feliz e plena. E isso reflete diretamente nos cuidados com o bebê, seu crescimento e desenvolvimento”, afirma Priscila Castanho, da Abraço Materno. A empresa oferece massagens em gestantes, no pós-parto e dá cursos de Shantala, a massagem para bebês. Além disso, Priscila atende como doula pós-parto.

Rosângela, da Sampa Sling
Rosangela Alves, da Sampa Sling costuma visitar e receber visitas de mães e pais recentes nas consultorias que oferece em sistema de plantão ou nas Slingadas, onde apoia pais, mães e cuidadores a promoverem o uso correto dos carregadores de bebês. “É um período tão complexo, que tudo está misturado. As famílias chegam até mim procurando ajuda com o sling e terminamos falando de amamentação, relacionamentos, intervenções familiares, modos de cuidar, higiene do bebê e tudo mais que você possa imaginar”, conta.

Tatiana, da Dança Materna
Transformação e solidão

Com uma coisa todas concordam: trata-se de um período muito especial e, em geral, rondado por medos, angústias e inseguranças. “Esta é uma fase muito peculiar da vida, onde há uma grande quebra do que era a vida que a mulher tinha antes de ter o bebê, a imagem que tinha dela mesma, em relação ao momento presente, que exige dedicação total ao pequeno e um contato extremo com ela mesma, que muitas vezes leva à revisão de seus conceitos e crenças. Isto pode ser muito transformador se tomado como uma grande oportunidade de autoconhecimento, mas pode também ser um terreno muito árduo de se transitar se ela ficar muito sozinha. Nem sempre há pessoas próximas com disponibilidade de tempo para apoiar a mulher nesta fase da vida”, afirma Tatiana Tardioli, idealizadora da Dança Materna.

Para ela, por mais que a família e os amigos mais próximos queiram estar presentes, estão “no tempo do mundo, do dia a dia corrido”, enquanto a  mulher experimenta no pós-parto uma outra relação com o tempo, os espaços que antes frequentava e mesmo com as pessoas. “Precisa conviver com outras mães recentes e compartilhar experiências. Ser acolhida em suas dúvidas, medos, alegrias, variações de humor e tudo o mais que vem nesse período que dura muito mais do que os 40 dias "oficiais". É importante para que ela possa ser reinserida na vida social, e se sinta apoiada, compreendida e acolhida e que viva estes  primeiros tempos com o bebê inteiramente em toda sua intensidade. Se ela tiver o apoio do marido nesse sentido, será de fundamental importância”, afirma Tatiana.

Mães: uma tribo

A psicóloga argentina Laura Gutman afirma esta necessidade: de as mães estarem em grupo, para compartilhar experiências e se apoiarem: “Nenhuma mãe deveria estar sozinha com um filho pequeno nos braços. A espécie humana foi desenhada para andar em manadas, em tribos. Nós, mães modernas, precisamos organizar uma tribo que nos apoie e ofereça companhia e compreensão”, disse ela em entrevista o site Mamatraca.

A psicóloga paulistana Cris Toledano, desde 2008, organiza grupos com esta intenção. O grupo de encontro e acolhimento de mulheres no pós parto é um grupo de mulheres que acabaram de experimentar a chegada do seu bebê. “A troca, neste momento intenso e cheio de novidades, além de rica é reconfortante; ajuda a apaziguar a solidão, as dúvidas, os medos e anseios tão comuns neste momento da vida”, afirma ela em seu blog.

Isadora Canto, do Projeto Acalanto
Troca e vínculo

Para Tatiana, estar em grupo é fundamental e realizar uma atividade como a dança traz outros benefícios. Ela conta que a dança promove um espaço de diálogo entre as mulheres; favorece o vínculo com o bebê (que nem sempre é imediato, ao contrario da expectativa que se tem); contribui para que a mulher se empodere a partir da troca de experiências, no que se refere às decisões que toma sobre como maternar seu bebê; viabiliza um encontro com ela mesma, com momentos onde vai poder se cuidar, com auto-massagem, alongamento, e outros recursos que propiciarão que ela se sinta em casa neste corpo que muda tanto quanto suas emoções, desde que ela engravidou; possibilita que ela viva momentos felizes dançando com seu bebê, independente do contato que ela tenha ou não com a dança anteriormente; e ensina estratégias que ela vai poder usar em casa para cuidar dela mesma, acalmar o choro do bebê e fazê-lo dormir.

Isadora Canto, mãe, cantora, compositora e idealizadora do Projeto Acalanto também acredita que uma atividade artística pode contribuir para o vínculo entre mãe e filho recém-chegado ou ainda na barriga. No Projeto Acalanto, ela usa canções, composições e atividades musicais para construir a comunicação entre mãe e bebê desde a gestão.

Ligia de Sica, da Bebechila
“Desde o ventre, o bebê já começa a escutar sons do mundo exterior, por isso, ainda no útero já pode começar a ser acariciado com canções. Os benefícios para o bebê e para a mãe são inúmeros. Podemos citar como exemplos mais gerais o fortalecimento do vínculo afetivo, o elo entre mãe e filho, a fluidez na comunicação desde a barriga. Especificamente, podemos citar a entrada da mãe no universo infantil (muitas mães só tem contatos com seus bebês nos exames de ultrassonografia), o incentivo ao diálogo, a estimulação do imaginário materno com o contato com o mundo infantil”, afirma a artista em seu site.
Em um sentido - podemos dizer - mais "prático", relacionado às pequenas inseguranças do dia-a-dia, Ligia de Sica oferece apoio e conforto às mamães, por meio da Bebechila. "As mochilas, bolsas e acessórios da Bebechila tem como intenção dar conforto e segurança para as mães. Neste comecinho de vida materna, muitas mulheres não se sentem à vontade para sair com o bebê para passear. A ideia dos nossos produtos é ajudar a mãe no sentido de conduzi-la a um passeio com tranquilidade e segurança, já que certamente ela estará levando tudo que precisa para cuidar de seu bebê", explica Ligia. Os compartimentos e divisórias das malas e mochilas são pensados de acordo com cada ocasião de saída com os bebês, desde a maternidade até os passeios mais curtos, passando pelos momentos da alimentação e da higiene.

Ela explica como um produto como a Bebechila pode ajudar no vínculo entre a mãe e o bebê. "Quando a mãe se sente segura para sair, ela entende que seu filho não é apenas um pequeno ser que demanda atenção todo tempo, mas pode ser uma agradável companhia para passeios deliciosos. Além disso, livre de preocupações - como uma lista de coisas para lembrar toda vez que tem que sair - ela libera espaço emocional e energia para se dedicar mais ao filho. Além do que, na prática, a mochila libera as mãos e o corpo para ficarem disponíveis para o bebê que é o mais importante", afirma, acrescentando que, no caso da Bebechila, o conforto, o vínculo e o cuidado extrapolam o pós-parto e acompanham mães e filhos por bastante tempo.


Estes são alguns exemplos de mães empreendedoras que estão preocupadas com o bem-estar de outras mães e que fazem de sua sabedoria e seus aprendizados um trabalho para transformar a vida de outras mães.

http://empreendedorismomaterno.blogspot.com.br

Nada mais inspirador que a maternidade


Confira matéria no blog Maternarum, que contou com depoimento de Ligia de Sica, da Bebêchila.

Pesquisando sobre empreendedorismo materno encontrei uma pesquisa  feita pela Yellow Pages e publicada por um blog brasileiro, que revela um dado muito interessante: nada mais inspirador do que a própria maternidade.

“A pesquisa feita com mães empreendedoras britânicas revelou que a abertura do próprio negócio veio com a gravidez ou antes da criança completar seu primeiro ano de idade. E as habilidades que as mães adquirirem com a maternidade são fundamentais para o sucesso dos negócios, na opinião de 92% das mães pesquisadas.”

No Brasil, não temos pesquisas semelhantes. Mas conversando com as mães empreendedoras, e dando aquela olhada na internet, podemos dizer que o resultado por aqui seria o mesmo. É o caso da Ligia de Sica, da Bebechila. Ligia produz mochilas bonitas e funcionais para as mamães passearem com seus bebês.

- Tive a ideia da Bebêchila quando tive a minha primeira filha, hoje com 4 anos e meio. Eu passeava muito com ela no sling, desde muito pequena, e não me adaptei com nenhuma bolsa de bebê que testei. Então passei a usar uma mochila esportiva para ter mais conforto, mas achava feia e pouco prática. Então fiz um primeiro piloto do que eu gostaria de usar, e dei para uma costureira costurar. E depois de então tudo foi se aperfeiçoando.

Segundo ela, o fato de perceber que sua necessidade era a mesma de outras mães foi decisivo para criar seu próprio negócio. Isso tudo aliado a poder trabalhar perto dos seus filhos.

 - Minhas patroas são minhas filhas! Brincadeira. Mas é a partir do horário delas que eu trabalho. A televisão é de uso bem limitado na minha casa, então quando elas assistem a um filminho, eu trabalho. Quando elas estão brincando no banho, na banheirinha, eu trabalho. Quando elas estão na escola, eu trabalho. Quando elas estão na natação, eu trabalho com uma mão teclando e com a outra fazendo tchau e mandando beijos. E com um sorriso no rosto, pois me derreto acompanhando o que elas gostam.

E essa coisa de viver um horário de trabalho totalmente flexível e utilizando imensamente da internet é outro dado que as pesquisas com mães empreendedoras comprovam. “Para a flexibilização dos seus horários e melhor aproveitamento do seu dia, a internet é fundamental para 51% das mães empreendedoras, já que 59% estão trabalhando entre as 21h e 24h e a internet é sua principal ferramenta de trabalho.”, mostra o mesmo post.

Por isso mamães que ainda querem se tornar empreendedoras, olhem para suas rotinas, suas necessidades e enxerguem aí oportunidade para o empreendedorismo. E fica também a dica da Ligia:

- Empreenda apenas naquilo que te dá paixão. Pois é com esse entusiasmo que acredito ser possível passar pelas dificuldades com coragem e esperança. Uma boa dose de realidade, pé no chão ajuda muito também.